Esboço para Poema.

Eu vou sem ser visto


A morte é a curva da estrada,
Morrer é só não ser visto.
Se escuto, eu te oiço a passada
Existir como eu existo.

A terra é feita de céu.
A mentira não tem ninho.
Nunca ninguém se perdeu.
Tudo é verdade e caminho.

Fernando Pessoa (23-5-1932)
Para a Teresa.

Desenhos no Château*

*Castelo de São Jorge. Uma espécie de eu no atendimento da loja do museu (mãos num sítio a cabeça noutros)

Solar





I kissed his shadow

wha ho
ya whoo whoo sh
ga ra ya ga ra ya ha hoo
ba you ba a ba ee ba ba you boo pss

Omomp'ts' Omomp'ts'


mulher de bigode, de 2008.

It grows again



A última página (but not the least) que ficou só esboçada a lápis, seguida de uma personagem em fuga e de um esboço de uma possível continuação.

Un grand sommeil noir

Un grand sommeil noir
Tombe sur ma vie :
Dormez, tout espoir
Dormez, tout envie !

Je ne sais plus rien,
Je perds la mémoire
Du mai et du bien ...
Oh ! la triste histoire.

Je suis un berceau 
Qu'une main balance
Au creux d'ún caveau
Silence, silence.

Paul Verlaine (1844-1896)

"Un grand sommeil noir"

 
 

Dark Dark Dark asleep asleep

It grows again
faces in the window
one window without light
oomp'ts'oomp'ts'oomp'st'