Após a sua habitual
tarefa, foi se sentar no sofá que estava no canto, ao lado da estante dos livros.
Daí tirou um volume sobre os campos de concentração que recentemente adquirira.
O preço fora exorbitante mas o volume era essencial para o estudo que estava a
fazer. Uma boa selecção de fotografias e uma apresentação impecável faziam com
que a leitura desta obra, juntando testemunhos implacáveis e descrições exactas
das circunstâncias em que teve lugar um massacre tão assustador, fosse bem
agradável.
Eu vou sem ser visto
A morte é a curva da estrada,
Morrer é só não ser visto.
Se escuto, eu te oiço a passada
Existir como eu existo.
A terra é feita de céu.
A mentira não tem ninho.
Nunca ninguém se perdeu.
Tudo é verdade e caminho.
Fernando Pessoa (23-5-1932)
Se escuto, eu te oiço a passada
Existir como eu existo.
A terra é feita de céu.
A mentira não tem ninho.
Nunca ninguém se perdeu.
Tudo é verdade e caminho.
Fernando Pessoa (23-5-1932)
Desenhos no Château*
*Castelo de São Jorge. Uma espécie de eu no atendimento da loja do museu (mãos num sítio a cabeça noutros)
A última página (but not the least) que ficou só esboçada a lápis, seguida de uma personagem em fuga e de um esboço de uma possível continuação.
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