Lê-se, a certa altura, no livro "Renoir, Meu Pai" «Com o seu bom senso | Jean Renoir refere-se à sua mãe, Aline Charigot, | bom senso de camponesa, sabia que Renoir existia para pintar, como uma cepa existe para dar vinho. Por isso era preciso que ele pintasse, bem ou mal, com sucesso ou sem ele, mas acima de tudo que não parasse de pintar. Não há nada mais triste do que uma videira ao abandono...»
Esta foto mostra o "ambiente de trabalho "da finalização de cada mp já frente ao computador , agora com o colaborador felino chamado Vicente (Van Gogh) ao colo, quentinho....
«Eu coloco o meu objecto assim como o quero. Depois começo a pintar como uma criança. Eu quero que um vermelho soe como o som de um sino, se não resultar à primeira, então aplico mais vermelho e outras cores até conseguir. Não sou mais inteligente. Não tenho regras nem métodos. Qualquer um pode inspeccionar o meu material ou observar-me a pintar, vai ver que não tenho segredos»
As palavras são do Renoir, pai. Eu li-as no livro «Pierre-Auguste Renoir, meu pai» de Jean Renoir, filho.
Enquanto vamos trabalhando na banda-desenhada, a vida continua, e acaba. No vídeo abaixo apresentado, o nosso amigo Rex, querido companheiro que faleceu no último sábado entre a uma e as duas da manhã em condições particularmente dramáticas - fica aqui e nos nossos corações a homenagem:
«OH CONSTRUCTORES, OH FORMADORES, VOSOTROS VEIS, VOSOTROS ESCUCHÁIS, NO NOS ABANDONAIS. ESPÍRITU DEL CIELO, ESPÍRITU DE LA TIERRA, DADNOS NUESTRA DESCENDENCIA, NUESTRA POSTERIDAD, MIENTRAS HAY DÍAS, MIENTRAS HAY ALBAS».