"La Mujer sin Cabeza"


O título chamou-me logo a atenção... "A Mulher sem Cabeça"... A capa misteriosa e sugestiva... Uma realizadora... Hummm... Este filme deve ter interesse! Levámo-lo do clube de video (já encerrado pelo estado das coisas) para casa...
 Foi uma excelente sessão de cinema na tv !!! E aqui está o início do filme para comprová-lo! 
Lucrecia Martel é uma realizadora com «TREMENDA CABEZA» está escrito num dos comentários ao filme no "UTUBE", e é mesmo!!! Foi bom ouvi-la e vê-la (pela primeira vez e por acaso) na série de pequenos documentários, "O Tempo e o Modo" que passa na rtp2 às quintas-feiras à noite.
"Una  Mujer con muchas Cabezas" , desenho feito durante o meu expediente ao abrigo da aide.

Outrora

o Miguel fotografou-me e pintou-me assim:

Está um bocado suja a polaróide (aqui nota-se mais)... é das(minhas) mão com tintas!
Na altura íamos ao "café triste" beber a bica cheia e dividir um queque. 
Agora passeamos pelo "cantinho das molas", o Miguel. já não pinta, e está viciado em ouvir isto.

«Strange Celestial Road»



do meu caos pessoal e desfocado...


e eu escuto...

Eu, como uma espécie de lémure mascarado. 
Existe  um outro exemplar, semelhate em dimensão ao exemplar da primeira imagem, mas não foi fotografado e encontra-se de momento em paradeiro incerto.


...mais cor do desassossego, um dia no quotidiano do nosso amigo Bernardo Soares...

«Na grande claridade do dia o sossego dos sons é de ouro também. Há suavidade no que acontece. Se me dissessem que havia guerra, eu diria que não havia guerra. Num dia assim nada pode haver que pese sobre não haver senão suavidade.»

 mission impossible


I

II

III

Colorindo as páginas do desasocego*, um dia no quotidiano de Bernardo Soares


«(...) Do que sou numa hora, na hora seguinte me separo; do que fui num dia no dia seguinte me esqueci (...)».







*: na grafia antiga.

Montanha (em progresso)

Mountain top


«On top of a mountain top 
I stoop and thought one day
I could really see a lot
And if I had my way

A lazy young sod I was 
So deep in love those days
As if there was nothing was
But only love I crave 

And so I didn't know as much 
Her loving touch amazed
I was so gone with love
The alphabet was a haze 

So alone as she pulls away
The funeral truck I cried
I gazed the clouds disappear
Like a Lost Christmas that day 

And now I can't seem to cope 
But only hope - it be okay
Just to see her again
and we could be friends like way back when 

It's as if I'm already dead 
And in my grave I lay
If only her love could save me now
And if some how she'd stay»



Daniel Johnston
Começo agora a pintar as páginas do desassossego... Terminadas as 300 meias páginas que compõem a biografia de F.P. propriamente dita, abre-se agora um espaço para contar (sem palavras) um dia no quotidiano deste semi-heterónimo de Pessoa, o Bernardo Soares.
As cores serão as do tédio (assim como do tédio é a vida).

(Bernardo Soares, no seu quarto ao amanhecer, depois de uma noite de insónia).

«Sou altamente sociável de um modo altamente negativo. Sou a inofensividade encarnada. Mas não sou mais do que isso, não quero ser mais do que isso, não posso ser mais do que isso.»

(Excerto de um excerto do L do D, de Bernardo Soares, datado de 18-9-1931.)

Aos pares que, falando a mesma lingua, na sua oposição são complementares.


...Como a noite faz o dia.
(Díptico, óleo s/tela e contraplacado, 2001)

Colorindo a BD do FP XV

Fernando Pessoa, "O Convalescente":

O Caderno Laranja, 1998-99.

Este caderno acompanhou-me num momento dificíl...ajudou-me a compreender o que se passava à minha volta e dentro de mim. Para muitos, os traços de uma alienação...para mim o meu pêndulo,  laboratório de revelação futurológiga (como na matemática, os cáculos de probabilidade), a partir de uma teia de sensações, sentidos  e "verdades".
Hoje, ao lê-lo sei prefeitamente do que trata, reconheço cada momento.