Eu, como uma espécie de lémure mascarado.
Existe um outro exemplar, semelhate em dimensão ao exemplar da primeira imagem, mas não foi fotografado e encontra-se de momento em paradeiro incerto.
...mais cor do desassossego, um dia no quotidiano do nosso amigo Bernardo Soares...
«Na grande claridade do dia o sossego dos sons é de ouro também. Há suavidade no que acontece. Se me dissessem que havia guerra, eu diria que não havia guerra. Num dia assim nada pode haver que pese sobre não haver senão suavidade.»Colorindo as páginas do desasocego*, um dia no quotidiano de Bernardo Soares
«(...) Do que sou numa hora, na hora seguinte me separo; do que fui num dia no dia seguinte me esqueci (...)».
*: na grafia antiga.
Mountain top
I stoop and thought one day
I could really see a lot
And if I had my way
A lazy young sod I was
So deep in love those days
As if there was nothing was
But only love I crave
And so I didn't know as much
Her loving touch amazed
I was so gone with love
The alphabet was a haze
So alone as she pulls away
The funeral truck I cried
I gazed the clouds disappear
Like a Lost Christmas that day
And now I can't seem to cope
But only hope - it be okay
Just to see her again
and we could be friends like way back when
It's as if I'm already dead
And in my grave I lay
If only her love could save me now
And if some how she'd stay»
Daniel Johnston
Começo agora a pintar as páginas do desassossego... Terminadas as 300 meias páginas que compõem a biografia de F.P. propriamente dita, abre-se agora um espaço para contar (sem palavras) um dia no quotidiano deste semi-heterónimo de Pessoa, o Bernardo Soares.
As cores serão as do tédio (assim como do tédio é a vida).
As cores serão as do tédio (assim como do tédio é a vida).
(Bernardo Soares, no seu quarto ao amanhecer, depois de uma noite de insónia).
«Sou altamente sociável de um modo altamente negativo. Sou a inofensividade encarnada. Mas não sou mais do que isso, não quero ser mais do que isso, não posso ser mais do que isso.»
(Excerto de um excerto do L do D, de Bernardo Soares, datado de 18-9-1931.)
O Caderno Laranja, 1998-99.
Este caderno acompanhou-me num momento dificíl...ajudou-me a compreender o que se passava à minha volta e dentro de mim. Para muitos, os traços de uma alienação...para mim o meu pêndulo, laboratório de revelação futurológiga (como na matemática, os cáculos de probabilidade), a partir de uma teia de sensações, sentidos e "verdades".
Hoje, ao lê-lo sei prefeitamente do que trata, reconheço cada momento.
Colorindo a BD do FP XIV
A narrativa desta BD obedece a leis próprias, muitas vezes desconhecidas do próprio autor que vai "tacteando" como no jogo da "cabra cega"... Contrariamente ao título desta meia página, «...Tudo é verdade e caminho», nem sempre se nos apresenta o caminho certo...
Desta forma ficou apenas para a memória de alguns este pequeno quadradinho que nos apresentava o Fernando e a Ofélia, frente um ao outro, um tanto ou quanto constrangidos, na intimidade da sala de estar da casa da irmã da Ofélia, mãe do Carlos Queiroz com quem F.P. privava.
Tendo este quadradinho "saltado" das Aventuras, e tendo em conta todo o custoso e longo trabalho que deu a fazer, entendo que é caso de me queixar ao Sindicato das Coloristas!
Esta passou a ser a 1ª aparição da Ofélia, nesta segunda fase do namoro, que como se apreende no quadradinho (aqui a meia página inteira) não terá um desenlaçe feliz, pelo menos no que diz respeito aos sentimentos da Ofélia, que só irá casar depois da morte de Fernando Pessoa . A título de curiosidade, e porque nem sempre todas as informações encaixam na tal lógica "autónoma" da narrativa que constitui esta BD, Ofélia fazia anos exactamente um dia depois de Fernando, os dois trocavam telegramas assinalando as datas.
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