Pelo divertimento de ver as imagens seguidas, quase em movimento!
« Sacrifício»
O livro "Esculpindo o Tempo" de Andrei Tarkovsky é para mim um verdadeiro tratado da arte, da vida, da poesia, e também do cinema. Reflexões, ideias, como a natureza profética do artista e daquilo que consegue exprimir por meio do mistério que é a poesia/arte, de uma ante visão, que surgem acompanhadas de poemas, como este que segue, de Pushkin...
Em meio a um deserto triste meu caminho fiz,
E um anjo de seis asas veio a mim
Num lugar onde havia uma encruzilhada.
Com dedos leves como sono
Tocou as pupilas de meus olhos
E as minhas proféticas pupilas abriu
Como olhos de águia assustada.
Quando seus dedos tocaram os meus ouvidos
Estes encheram-se de rugidos e clamores
E ouvi o tremor do céu
E o voo do anjo da montanha
E animais marinhos nas profundezas
E crescer a videira do vale.
E, então, pressionou-me a língua pecadora,
E todas as malícia e palavras vãs,
E tomando a língua de uma sábia serpente
Introduzi-a na minha boca gelada
Com a sua mão direita encarnada.
Então, com a sua espada, abriu o meu peito
E arrancou-me o coração fremente,
E no vazio do meu peito colocou
Um pedaço de carvão em chamas.
Fiquei como um cadáver, deitado no deserto,
E ouvi a voz de Deus clamar:
"Levanta-te, profeta, e vê e ouve,
Sê portador da minha vontade -
Atravessa terras e mares
E incendeia o coração dos homens com o verbo."
1826,
... que me acompanham...
Going up
blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá,
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M E T A F O R I C A M E N T E
M E T A F O R I C A M E N T E
M E T A F O R I C A M E N T E
M E T A F O R I C A M E N T E
M E T A F O R I C A M E N T E
M E T A F O R I C A M E N T E
M E T A F O R I C A M E N T E
M E T A F O R I C A M E N T E
M E T A F O R I C A M E N T E
F R C M
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M E T A F O R I C A M E N T E
M E T A F O R I C A M E N T E
M E T A F O R I C A M E N T E
M E T A F O R I C A M E N T E
M E T A F O R I C A M E N T E
M E T A F O R I C A M E N T E
M E T A F O R I C A M E N T E
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Do Zap Book têm surgido os últimos desenhos que aqui tenho mostrado, para surpresa minha, que não lido bem com cadernos ou diários gráficos: dá-me mais jeito desenhar em folhas soltas, talvez por serem isso mesmo, soltas, e de tamanhos variados.
A tinta da china, alguma chuva metafórica e tinta acrílica q.b. (para tornar mais espesso) assim se vão seguindo as páginas... como um livro que se escreve... cada uma delas é ela própria, mas por vezes andam em pares, outras vezes comunicam à distância umas com as outras...
As imagens que se seguem são mesmo a capa e a contra capa do caderno, que tem 2cm de espessura, ...
... a pintura na contra capa é do Vicente que usa como técnica o entornar copos e recipientes com tinta, o famoso "droping-paint", técnica que os gatos tão bem conhecem.
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algumas páginas em negativo:
Porque é que não me contas uma estória?
"A rapariga na praia"
(Il Deserto Rosso - Michelangelo Antonioni)
«Is love the blood of the Universe?»
Visão
Há um país imenso mais real
Do que a vida que o mundo mostra ter
Mais do que a Natureza natural
À verdade tremendo de viver
Sob um céu uno e plácido e normal
Onde nada se mostra haver ou ser
Onde nem vento geme, nem fatal
A ideia de uma nuvem se faz crer
Jaz - uma terra não - não um solo
Mas estranha, gelando em desconsolo
A alma que vê esse país sem véu,
Hirtamente silente nos espaços
Uma floresta de escarnados braços
Inutilmente erguidos para o céu.
5-3-1910
Fernando Pessoa
Há um país imenso mais real
Do que a vida que o mundo mostra ter
Mais do que a Natureza natural
À verdade tremendo de viver
Sob um céu uno e plácido e normal
Onde nada se mostra haver ou ser
Onde nem vento geme, nem fatal
A ideia de uma nuvem se faz crer
Jaz - uma terra não - não um solo
Mas estranha, gelando em desconsolo
A alma que vê esse país sem véu,
Hirtamente silente nos espaços
Uma floresta de escarnados braços
Inutilmente erguidos para o céu.
5-3-1910
Fernando Pessoa
Paisagens Imaginárias
«Disse Amiel toda a paisagem é um estado de alma, mas a frase é uma felicidade frouxa de um sonhador débil. Desde que a paisagem é uma paisagem, deixa de ser um estado de alma. Objectivar é criar, e ninguém diz que um poema feito é um estado de estar pensando em fazê-lo. Ver é talvez sonhar, mas se lhe chamamos ver em vez de lhe chamarmos sonhar, é que distinguimos sonhar de ver.»
Óleo s/tela, 2002.
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